Câncer Colorretal e Pólipos

câncer colorretal

O câncer colorretal e pólipos (intestino grosso) é a terceira forma de câncer mais comum no Brasil. O risco de desenvolver câncer colorretal durante a vida é cerca de 6% para população geral. O risco é pequeno abaixo dos 40 anos (2%), aumenta gradualmente até os 50 anos e se torna mais importante a cada década seguinte. Felizmente, é possível prevenir e curar o câncer colorretal quando detectado precocemente.

As causas do câncer colorretal não são totalmente conhecidas, mas fatores ambientais e genéticos estão envolvidos. Dieta rica em gordura animal e pobre em fibras, idade avançada e alterações genéticas são fatores de risco conhecidos. O câncer colorretal inicia geralmente a partir de uma pequena lesão benigna (não cancerosa) na mucosa do intestino chamada “pólipo”. Todos nós estamos em risco de desenvolver câncer intestinal, e a maioria das pessoas não apresenta nenhum fator de risco conhecido. Doenças inflamatórias do intestino (Doença de Crohn e Retocolite), Síndromes hereditárias (Polipose Familiar e HNPCC), história pessoal ou familiar de câncer ou pólipos intestinais podem ser consideradas ‘alto risco’ para o câncer.

O fator de risco mais comum é a história familiar de câncer colorretal (intestino) – por exemplo, se você tem um familiar com câncer colorretal, seu risco é duas vezes maior, ou seja, 12%. O risco aumenta quanto mais rica a história de câncer na família, podendo chegar até a 80% (HNPCC) ou 100% (PAF). Por isso, conhecer e analisar a história familiar de cada paciente é muito importante.

câncer colorretal

Importância do exame precoce para diagnosticar Câncer Colorretal e Pólipos

A grande maioria dos pacientes com câncer colorretal não apresentam nenhum sintoma. Por isso da importância de se fazer exames regulares de investigação e seguimento (colonoscopia), principalmente pessoas acima dos 50 anos. Alterações no hábito intestinal, anemia, perda de peso, sangramento nas fezes e dor abdominal podem ser alguns sintomas relacionados com o câncer do intestino e devem ser discutidos com o médico proctologista. Porém, a maioria das pessoas com pólipo ou câncer não tem nenhum sintoma.

A cirurgia é a principal forma de tratamento em praticamente todos os casos de câncer colorretal com o objetivo de cura. Radioterapia e quimioterapia podem ser necessárias além da cirurgia (especialmente nos casos do câncer do reto, a porção mais distal do intestino grosso).

Aproximadamente 80-90% são passíveis de cura completa quando diagnosticados precocemente. Características particulares presentes em cada tumor influenciam diretamente no tratamento e prognóstico, e cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada. Graças a novas tecnologias e técnicas cirúrgicas, menos de 5% dos cânceres colorretais necessitam de colostomia durante o tratamento.

Existem alguns métodos para reduzir o risco ou prevenir o câncer colorretal. O mais efetivo é a remoção dos pólipos por um método endoscópico não operatório chamado colonoscopia. Além de remover lesões consideradas pré-malignas, este procedimento endoscópico avalia toda a mucosa do intestino grosso e é usado para investigação e acompanhamento dos pacientes.

Apesar de que hemorroidas não estão relacionadas ao risco de câncer colorretal, elas podem produzir sintomas semelhantes a pólipos ou câncer (ex. sangramento). Se você tiver estes sintomas, você deve ser avaliado por um proctologista. Finalmente, pacientes acima dos 50 anos e todos os pacientes considerados de alto risco devem incluir o exame colorretal como exame de rotina.