Câncer e hereditariedade: você sabia que 10% dos casos estão relacionados à herança genética?

16 de outubro de 2017

Câncer e hereditariedade

Reconhecer a incidência do câncer hereditário, para quem tem familiares com histórico da doença, é extremamente importante: estudos epidemiológicos indicam que 5 a 10% dos casos de câncer estão relacionados a uma característica genética que é herdada. O câncer e hereditariedade estão mais relacionados do que você imagina.

Segundo o coloproctologista Olival de Oliveira, do Instituto Mário de Abreu, a predisposição genética em um paciente pode determinar o curso da doença e também indicar uma possível predisposição ao desenvolvimento de outros tipos de câncer, geralmente em idade precoce.

Já os familiares saudáveis, que podem ser portadores de genes ligados a certos tipos de câncer, podem buscar reduzir o risco de desenvolvimento de outros tipos de câncer com tratamentos pouco comuns – que não seriam recomendados a pacientes sem esta predisposição. “Além disso, eles também podem ser submetidos a rotinas de exames específicos com o intuito de descobrir em fases muito iniciais”, explica Olival.

Análise dos antecedentes familiares

As investigações do câncer, normalmente, começam com uma análise das características da doença e um levantamento completo dos casos familiares. “Toda primeira consulta oncológica deve incluir uma análise minuciosa dos antecedentes familiares”, explica o coloproctologista Marcos de Abreu Bonardi, profissional do IMA.

O histórico inteiro, no entanto, pode não ser resgatado completamente no primeiro encontro. Muitas vezes, o paciente pode não recordar de todos os detalhes, por ser uma situação desconfortável. Por esse motivo, é aconselhado que a família trabalhe nisso antes da consulta, levando a informação mais completa possível para o encontro com o médico.

Câncer e hereditariedade: você sabia que 10% dos casos estão relacionados à herança genética?

Existe relação entre câncer de mama e câncer de intestino?

Os exames para detecção de câncer tem, geralmente, uma idade adequada para a realização – mas ela pode mudar de acordo com cada caso. Para o câncer de mama, por exemplo, a melhor forma de rastrear é através de exames de ultrassom a partir dos 40-45 anos. Mas caso haja algum caso de câncer na família, a idade se reduz para 30-35 anos.

O sinal mais comum para a suspeita do câncer de mama é o nódulo, mas outros sintomas também podem demonstrar um problema: retração do mamilo, alteração na cor da pele, secreção com sangue e desconforto na axila. Vale lembrar, porém, que até estágios mais avançados são potencialmente curáveis.

Para o câncer de intestino, segundo o coloproctologista Renato Araújo Bonardi, também é preciso atenção, já que não há sintomas aparentes. Para quem não tem histórico familiar, o rastreamento deve ser feito a partir dos 50 anos em ambos os sexos. Já para quem tem casos em família, a idade recomendada é 40 anos.

“O exame mais específico é a colonoscopia, indicada geralmente para pessoas que presenciaram sangramento oculto nas fezes”, explica Renato. Os principais sintomas do câncer de intestino são cansaço, perda de peso, anemia e perda de apetite. Entre os sintomas específicos, estão alteração do hábito intestinal, alternância entre obstipação e diarreia e outros.

Ou seja, tanto o câncer de mama quanto o de intestino podem ter a carga genética hereditária como fator determinante para o aparecimento da doença. Nos dois casos a prevenção e exames de rastreios são fundamentais para um diagnóstico precoce e tratamento dos casos.

Se você se identificou com algum dos sintomas acima, entre em contato com o Instituto Mário de Abreu pelo número (41) 3232-1262 e agende sua consulta, estamos à sua espera.

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