A fisioterapia no tratamento da incontinência urinária

2 de agosto de 2017

A fisioterapia no tratamento da incontinência urinária

Descubra quais são os benefícios da fisioterapia no tratamento da incontinência urinária

Se você já teve um pequeno escape de urina, pode ser que tenha presenciado um sintoma de incontinência urinária que é a perda involuntária de urina. As disfunções miccionais, na verdade, nem sempre estão relacionadas com a idade e com o envelhecimento – elas podem ocorrer em homens e mulheres de diferentes faixas etárias e níveis socioeconômicos. A boa notícia é que existe um ramo da fisioterapia que é perfeito para o tratamento da incontinência urinária: a fisioterapia pélvica.

A fisioterapia pélvica é reconhecida como a primeira linha de tratamento dessas disfunções: os músculos do assoalho pélvico são os que suportam os órgãos (bexiga, útero e intestino) e mantém a continência urinária e fecal.

“O treinamento dos músculos do assoalho pélvico pode ser uma maneira eficaz de minimizar ou prevenir a perda involuntária de urina”, explica a fisioterapeuta Caroline Valeton, do Instituto Mário de Abreu.

A incontinência urinária pode se classificar em basicamente em 3 tipos:

  • Incontinência urinária de esforço – quando a perda de urina é decorrente de um esforço, como tossir, espirrar, carregar um peso, em algumas atividades na academia e muito comum após a cirurgia de prostatectomia radical (retirada da próstata por câncer);
  • Incontinência urinária de urgência – caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;
  • Incontinência urinária mista – mistura dos dois tipos de incontinência citados acima.

Para todas elas, o tratamento fisioterapêutico é simples, indolor e não invasivo. No entanto, para o sucesso do tratamento, a fisioterapeuta Caroline relembra a necessidade de concentração do paciente. “Para que os resultados da fisioterapia pélvica sejam bem-sucedidos em longo prazo, é necessário disciplina e comprometimento do paciente com os exercícios propostos”, aponta a profissional.

Entre as principais técnicas utilizadas pela fisioterapia pélvica para o tratamento da incontinência urinária, estão:

  • Treinamento dos músculos do assoalho pélvico – através de exercícios específicos, o paciente consegue identificar os músculos e realizar o treino individualizado para a disfunção apresentada.
  • Biofeedback eletromiográfico – através de sinais auditivos ou visuais, é possível a leitura e interpretação em tempo real da atividade elétrica de fibras musculares do assoalho pélvico. A ação capacita o paciente a identificar os músculos a serem trabalhados, aumentando a percepção sensorial, restabelecendo a coordenação e o controle motor voluntário. O resultado é uma melhora funcional de todos os sintomas urinários.
  • Eletroestimulação – técnica utilizada que melhora a função urinária, aprimora a coordenação e força desses músculos e inibe as contrações dos músculos do assoalho pélvico.
  • Cones vaginais – técnica com pesos que variam de 20g a 75g para o treinamento funcional dos músculos do assoalho pélvico nas atividades diárias.
  • Terapia Comportamental – o paciente é orientado quanto a ingestão de líquidos e mudanças nos seus hábitos diários para melhorar a função da bexiga.

Quanto mais precoce for a identificação e o tratamento da disfunção, melhor será o resultado.

Ligue para o Instituto Mário de Abreu pelo número (41) 3232-1262 e marque sua consulta.