Incontinência urinária pós-parto: como solucionar e prevenir?

17 de julho de 2018

Durante a gravidez, o corpo da mulher sofre alterações anatômicas que podem danificar os músculos do assoalho pélvico e o tecido conjuntivo – principalmente após o parto, no período de recuperação. E é aí que pode ocorrer o cenário de incontinência urinária. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% das mulheres brasileiras sofrem com problemas de incontinência urinária pós-parto.

O urologista André Matos de Oliveira, do Instituto Mário de Abreu, explica que as disfunções desses músculos fazem com que apareçam sintomas desconfortáveis para as mulheres. “Os músculos do assoalho pélvico têm a função de sustentar órgãos, como por exemplo, a bexiga, o intestino e o útero, e também auxiliar na continência urinária e fecal. Quando esses músculos sofrem algum tipo de alteração no parto, podem causar sintomas desagradáveis e até mesmo dor para a mulher”, afirma.

Depois de meses suportando o peso da barriga de grávida, e após o esforço de expulsão do bebê, os músculos do assoalho pélvico encontram-se enfraquecidos e podem não conseguir sustentar a saída da urina de um modo eficaz. Assim, a saída de urina pode se tornar involuntária, principalmente em momentos de tosse, espirro, gargalhadas e outros.

Tratamento da incontinência urinária pós-parto

A incontinência urinária é comum nos primeiros dias após o parto, sendo natural a sua recuperação ao longo das semanas seguintes. Mas quando isso não acontece, pode ser necessário recorrer a fisioterapia para ajudar a reforçar os músculos perianais.

“A mulher não precisa desistir das suas atividades rotineiras ou de sua vida social”, assegura a fisioterapeuta pélvica Caroline Valeton, do Instituto Mário de Abreu. “Ela precisa apenas de um tratamento bem orientado”, explica. Os casos leves a moderados de incontinência de esforço são tratados com fisioterapia especializada. Segundo Caroline, a primeira medida é tomar consciência da musculatura, entender onde ela fica e como acioná-la, já que 30% das mulheres não conseguem contrair e relaxar o assoalho pélvico, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Curtin (AUS).

Os exercícios podem ser realizados até antes do parto, caso a grávida já tenha histórico dessa condição.

Medidas preventivas

Além de ingerir bastante líquido e evitar café, refrigerantes e bebidas cítricas, é essencial apostar na fisioterapia pélvica. Para fortalecer os músculos da pelve e e reduzir as chances de perda involuntária de urina, são realizadas, ao lado de uma fisioterapeuta especializada, séries de exercícios e protocolos da fisioterapia funcional. Essas atividades colaboram para a reabilitação do assoalho pélvico, dos órgãos e ossos relacionados, além de prevenir outras disfunções.

Saiba mais sobre a fisioterapia pélvica aqui nesta matéria.

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