Sabia que a vigilância ativa é utilizada em 30 a 40% dos casos de câncer de próstata?

01 de novembro de 2017 |

Saiba como a vigilância ativa pode auxiliar no processo de acompanhamento da doença

Você conhece a vigilância ativa para o câncer de próstata? Essa conduta consiste em realizar um acompanhamento periódico dos pacientes com câncer de próstata de baixo risco, evitando o tratamento imediato. Alguns estudos internacionais mostram que, atualmente, o método é usado em 30 a 40% de todos os casos da doença de baixo risco ao redor do mundo.

De acordo com pesquisas da área, aproximadamente 50% dos pacientes que estão em vigilância ativa não precisam ser tratados ao longo de 10 anos. O urologista Dilermando Pereira de Almeida Neto, do Instituto Mário de Abreu, diz que o método é flexível. “Em homens que estão em vigilância ativa e precisam pará-la por conta de uma mudança no padrão do tumor, podem ser tratados com cirurgia ou radioterapia, e ainda ter semelhantes chances de cura”, afirma o Dilermando.

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Quem pode fazer a vigilância ativa?

Somente um médico pode acompanhar a vigilância ativa. A escolha do candidato exige alguns critérios: o paciente deve ter notas baixas na escala de Gleason (que avalia o comportamento tumoral); baixo valor de PSA; a doença tem que estar confinada à glândula prostática, e ser de pequeno volume.

Como funciona a vigilância ativa

“O monitoramento é feito com o toque retal e a dosagem de PSA a cada 3 a 6 meses; uma nova biópsia é obrigatória após 12 a 18 meses”, explica o urologista André Matos de Oliveira, do Instituto Mário de Abreu. “A vigilância ativa é uma estratégia interessante que vem sendo, agora, sofisticada com o uso de exames de imagem e laboratoriais, que aumentam a precisão do diagnóstico dos tumores”, ressalta Matos.

E quem não se enquadra na vigilância ativa?

Pacientes com câncer de próstata que não se enquadram na vigilância ativa e que iniciam outros tratamentos também contam com avanços. De acordo com o Dr. André, houve um avanço importante nas técnicas cirúrgicas e também nos equipamentos de radioterapia. “As técnicas minimamente invasivas chegaram para auxiliar nossos pacientes. Porém, mais importante do que o tipo de cirurgia a ser escolhido, é a experiência dos médicos que mais conta para o sucesso do tratamento”, conclui o médico.

Entre em contato com o corpo clínico do Instituto Mário de Abreu através do telefone (41) 3232-1262 e agende sua consulta.

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